quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
NÃO SE VENDE UMA CIDADE
por Palowa Mendes
Um dos grandes dilemas da sociedade do XXI é ocupação urbana, na maioria delas desordenada. Capitais de todo o mundo debruçam-se em busca de soluções que permitam redesenhar as cidades de forma sustentável, harmônica e que considerem o bem estar do cidadão. Encontrar alternativas que promovam o desenvolvimento econômico suas estruturas como: mobilidade eficiente, logística de escoamento de rede produtiva, fontes de energias limpas, gestão eficiente dos resíduos sólidos, saneamento, acesso moradia, educação, saúde e cultura e que garanta a manutenção de espaços públicos coletivos e a preservação do ecossistema local é pauta mundial. As soluções, que são desafiadoras, passam pelo envolvimento de todos os setores da sociedade civil e pelo compromisso do poder público em cumprir seu papel fundamental que é de norteador dessas buscas e garantidor do patrimônio público que é de todos. E esse é o motivo que causou completo estranhamento da população de nossa cidade quando o poder público municipal começa a se desfazer de seu patrimônio, a título de angariar fundos para seus cofres. O que se pode dizer sobre isso, a partir de que momento o patrimônio público se transforma em moeda para o imediatismo do capital? Até que ponto um cidadão, que está prefeito, pode se desfazer do patrimônio que é de todos, deixando para as gerações futuras de nossa cidade o problema da falta de espaços públicos? Até que ponto um administrador pode lançar mão do patrimônio que é do povo sem consultá-lo?
Não se mata a voz, nem o seu movimento!*
Todas as vezes, nesses cinco anos, que eu desço do carro de som, no fim do
carnaval manifestação do 18 de maio em BH, lembro do primeiro dia em que
subi(eu disse à Mirian Abou-yd: eu posso dar um troço lá em cima em qualquer
momento, começar a chorar e descer! Ela: “tudo bem!”), creio que comecei em
2009, antes eu estava junto com todos embaixo e nos primeiros anos eu não
queria mesmo estar em cima, mesmo sabendo que o que se vê de lá, não se vê lá
embaixo, mas é embaixo que a luta acontece! É embaixo que a cidade fica
colorida! Depois fui dando corda a possibilidade de ser uma voz, uma das que
compõem aquele dia, mas muitas são as vozes que fazem essa coisa acontecer!
Quem nunca acompanhou a construção(construção coletiva de verdade) de uma das
manifestações mais organizadas da cidade de Belo Horizonte não pode compreender
quando a gente fala dessas vozes! E é nisso que esse movimento, no qual milito
não organicamente, tem apostado nos últimos anos, de cara na rua.
É preciso entender que o dia 18 de maio não é o único dia da luta
antimanicomial, que o dia 18 de maio é o dia de a gente dizer, colocar a voz na
rua, todas elas, as que nós todos escutamos, as que os loucos escutam todos os
dias, inclusive na hora da manifestação! Assim se poderia compreender a
complexidade dessa construção e entender que uma luta se faz dia a dia,
compreendendo as dificuldades, acessando as dúvidas, criticando-se e
avaliando-se.
domingo, 22 de abril de 2012
Eleições: por uma Belo Horizonte além do possível
Companheiros/as,
convidamos vocês para participarem desta importante reunião. Vamos discutir as eleições de Beagá. A presença de vocês é muito importante para nós.
convidamos vocês para participarem desta importante reunião. Vamos discutir as eleições de Beagá. A presença de vocês é muito importante para nós.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Unificação da carreira docente em BH: uma história de muitas lutas!
Manifestação dos Diplomas 16/04/12Nós, professoras do ensino fundamental da Rede Municipal de Belo Horizonte que fizemos concurso público até o ano de 2003, assumimos nosso cargo com o curso de magistério de nível médio. De lá pra cá, investimos na profissão, estudamos, concluímos a graduação, fizemos pós, algumas mestrado e doutorado. Ou seja, entramos na PBH com a mesma formação que agora o governo “acusa” terem as educadora infantis.
Nosso investimento na carreira está vinculado às lutas e conquistas da categoria e que o governo municipal insiste em desconstruir junto à população. Por isso, fazemos aqui um breve relato da luta pela valorização do trabalho das professoras primárias e das educadoras infantis da Rede Municipal de BH. Resgatar esta história é fundamental para o reconhecimento da importância do trabalho das educadoras e da urgência de valorização do trabalho feminino pelo poder público de todas as esferas.
Lutamos durante anos para o cumprimento legal que estabelecia pagamento igual para todos/as os/as docentes conforme a escolaridade, independente do nível de atuação docente, reivindicação conhecida em BH como “pagamento por habilitação”.
Conquistamos esta igualdade, regulada, em 1990, na Lei Orgânica do Município. Entretanto, a PBH mantinha a discrepância salarial entre professoras/es com formação nível médio, que recebiam 30% do salário daquelas/es com formação de nível superior. Mais luta, e em 1993, as professoras com curso nível médio passaram a receber 65% do salário do/a professor/a com graduação.
Verticalização Não!!! Diga sim à Pampulha!!!
Na manhã de domingo, mais de cem pessoas fizeram uma caminhada na Lagoa da Pampulha, para protestar contra a construção de dois hotéis de 13 andares, a 1,5 Km da orla. A caminhada começou na Praça Dalva e terminou na igreja São Francisco de Assis. Do outro lado da rua acontecia o encontro do PT para definir o apoio ao Sr. Lacerda, principal articulador da verticalização da Pampulha. Aproveitando a ocasião, os manifestantes gritaram palavras de ordem exigindo que o povo seja ouvido e a Pampulha preservada, pois é uma área verde fundamental para a cidade e um ponto de descanso e lazer para a população da capital mineira.
Aniversário da Comunidade Dandara: 3 anos de luta pela moradia!
Comunidade Dandara comemora três anos de ocupação
Em 9 de abril de 2009, um terreno de 315 mil metros quadrados foi ocupado por 150 famílias, dando origem à comunidade
As rugas nos rostos de Joaquim Ferreira Lemos, de 76 anos, e de sua mulher, Maria da Penha Lemos, de 74, trazem a história de 52 anos de lutas do casal. A última delas já dura três anos, pelo direito de posse de sua casa, na rua Pedro do Pedreiro, número 777, na Comunidade Dandara. “Não tira foto não moço, que não vai prestar”, brinca dona Maria, juntamente com o marido, que para por algum tempo de mexer uma massa de cimento com a enxada. Os olhos do casal se iluminam quando dizem: “Se Deus quiser, um dia essa casinha será nossa”. Com 11 filhos vivos, o casal ocupa um dos 897 dos lotes da Comunidade Dandara.
Em 9 de abril de 2009, um terreno de 315 mil metros quadrados foi ocupado por 150 famílias, dando origem à comunidade
As rugas nos rostos de Joaquim Ferreira Lemos, de 76 anos, e de sua mulher, Maria da Penha Lemos, de 74, trazem a história de 52 anos de lutas do casal. A última delas já dura três anos, pelo direito de posse de sua casa, na rua Pedro do Pedreiro, número 777, na Comunidade Dandara. “Não tira foto não moço, que não vai prestar”, brinca dona Maria, juntamente com o marido, que para por algum tempo de mexer uma massa de cimento com a enxada. Os olhos do casal se iluminam quando dizem: “Se Deus quiser, um dia essa casinha será nossa”. Com 11 filhos vivos, o casal ocupa um dos 897 dos lotes da Comunidade Dandara.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Construindo a carreira docente na educação básica
A Revista Nova Escola publicou uma matéria sobre professores/as que têm doutorado e permanecem na educação básica. Quatro pessoas foram entrevistadas para a reportagem. Entre elas, eu.
Veja a matéria abaixo:
Veja a matéria abaixo:
quinta-feira, 5 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Mulheres organizadas interditam a Praça Sete e decretam a Praça 08 de Março no centro de Belo Horizonte
Lívia Bacelete, da Marcha Mundial das Mulheres
No Dia Internacional das Mulheres, cerca de 1.500 manifestantes decretaram que a Praça Sete de Setembro, símbolo de manifestações políticas e culturais de Belo Horizonte, dali para frente não mais será conhecida por este nome. Durante um ato público, foi instaurada a Praça 08 de Março, simbolizando a luta das mulheres pelo fim da opressão e do machismo no centro da capital mineira.
Manifestantes de movimentos feministas, sociais, sindicais, estudantis, coletivos culturais e outras organizações estiveram reunidas durante todo o dia, realizando ações pelas ruas da cidade. O ato público reuniu mulheres de todo o estado e foi construído a partir de três temáticas: Violência, Educação Infantil e Nosso Corpo nos Pertence.
Maria Aparecida Alves, a Cidona, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), veio do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, para participar da manifestação. “Entendemos que este não é um dia de ganhar presentes, mas um dia de fazer luta por uma transformação social, por justiça e igualdade, para que as mulheres não sejam violentadas em todos os sentidos”.
Enquanto as mulheres do SindiREDE-BH (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte), em assembleia, definiam greve da categoria a partir do dia 14 de março. As mulheres da Via Campesina e da Marcha Mundial das Mulheres ocupavam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cobrando agilidade na reforma agrária e denunciando o capital estrangeiro na agricultura, através das empresas transnacionais.
No fim da tarde, todas manifestantes se encontraram na Praça da Estação para dar início ao ato público unificado. Clarisse Goulart, da Marcha Mundial das Mulheres, explica que há 101 anos, o dia 08 de março foi definido, em uma Conferência de Mulheres Socialistas, como um dia de luta para as mulheres de todos os países pela transformação da sociedade e fim do machismo. “Nós, aqui em Minas Gerais, não fazemos diferente. Estamos juntas com mulheres do mundo inteiro na luta, principalmente, para acabar com a violência que tem matado as mulheres, seus sonhos e suas utopias”.
A primeira intervenção aconteceu em frente à Prefeitura Municipal, cobrando educação infantil pública e de qualidade para as crianças de 0 a 6 anos e tratamento digno para as professoras. De acordo as trabalhadoras da educação infantil, o prefeito Márcio Lacerda opta por não apostar na qualidade do atendimento pedagógico para as crianças, jovens e adultos estudantes da cidade. As mulheres denunciaram que, ao invés disso, ele investe o dinheiro da educação em projetos de assistência social, na aparência das unidades de ensino, em doações de uniformes, tênis e Kits escolares e em propaganda, vislumbrando as próximas eleições.
Seguindo em frente, foi feita outra ação em frente ao Palácio da Justiça, evidenciando a violência contra a mulher. As manifestantes se colocam contra a violência sexista e doméstica, a desigualdade salarial, o assédio sexual e moral no trabalho. Elas também denunciam o descaso dos governos com moradia, saúde e educação, a violência do Estado contra as mulheres pobres e negras e das grandes empresas do agronegócio contra as mulheres camponesas.
A próxima parada foi em frente ao supermercado Carrefour. As mulheres atacaram as transnacionais e o avanço do agronegócio, defendendo a reforma agrária com uma agricultura familiar e agroecológica, sem o uso de agrotóxicos. O agronegócio e seu modelo de agricultura industrial transformam o Brasil no maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009.
“O avanço do agronegócio no campo destrói nossas águas, nossas terras e rouba nossas riquezas naturais”, conta Marili Zacarias, da direção nacional do MST. Ela acredita que essa situação deve ser denunciada e só será revertida, quando o campo e a cidade estiverem unidos.
As mulheres seguiram em marcha e fizeram ainda duas paradas, a primeira em frente ao Ministério da Saúde e segunda na Igreja São José. Elas reivindicaram o controle de seus próprios corpos e o cobraram o veto da Medida Provisória 557, que prevê o cadastro obrigatório para as gestantes, violando a intimidade da mulher e ampliando o controle do Estado na gravidez.
As manifestantes exigem que o Ministério da Saúde e o governo federal, em conjunto com a sociedade civil, enfrentem o debate do aborto inseguro, que é a terceira causa de morte materna no Brasil. Elas defendem a necessidade de políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez indesejada.
“Nem os papas, nem os juízes, nem os homens engravatados vão dizer o que nós, mulheres, temos que fazer com nosso corpo”, afirma Clarisse Goulart, da Marcha Mundial das Mulheres. Ela explica que o aborto é um problema de saúde pública, mas é também uma questão de autonomia das mulheres.
Na parada em frente à igreja, as mulheres atacaram o controle ideológico feitos pelas religiões em relação à autonomia sob seus corpos. Eduarda Figueiredo, da Associação Lésbica de Minas (ALEM), afirma que as lésbicas, bem como toda a comunidade LGBT, têm sofrido com a bancada evangélica, com o apoio da igreja, que vem barrando as propostas de políticas públicas contra a homofobia. “Estamos na rua justamente para demonstrar que temos orgulho de ser assim, isso não é doença, não é pecado, não é amoral, nós só temos uma manifestação de amor diferente”.
A marcha continuou até a Praça Sete. Neste momento, o local foi interditado por mulheres que estão construindo sua autonomia. Com uma animada e colorida ciranda, elas decretaram a inauguração do novo espaço público da cidade: a Praça 08 de Março.
No Dia Internacional das Mulheres, cerca de 1.500 manifestantes decretaram que a Praça Sete de Setembro, símbolo de manifestações políticas e culturais de Belo Horizonte, dali para frente não mais será conhecida por este nome. Durante um ato público, foi instaurada a Praça 08 de Março, simbolizando a luta das mulheres pelo fim da opressão e do machismo no centro da capital mineira.
Manifestantes de movimentos feministas, sociais, sindicais, estudantis, coletivos culturais e outras organizações estiveram reunidas durante todo o dia, realizando ações pelas ruas da cidade. O ato público reuniu mulheres de todo o estado e foi construído a partir de três temáticas: Violência, Educação Infantil e Nosso Corpo nos Pertence.
Maria Aparecida Alves, a Cidona, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), veio do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, para participar da manifestação. “Entendemos que este não é um dia de ganhar presentes, mas um dia de fazer luta por uma transformação social, por justiça e igualdade, para que as mulheres não sejam violentadas em todos os sentidos”.
Enquanto as mulheres do SindiREDE-BH (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte), em assembleia, definiam greve da categoria a partir do dia 14 de março. As mulheres da Via Campesina e da Marcha Mundial das Mulheres ocupavam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cobrando agilidade na reforma agrária e denunciando o capital estrangeiro na agricultura, através das empresas transnacionais.
No fim da tarde, todas manifestantes se encontraram na Praça da Estação para dar início ao ato público unificado. Clarisse Goulart, da Marcha Mundial das Mulheres, explica que há 101 anos, o dia 08 de março foi definido, em uma Conferência de Mulheres Socialistas, como um dia de luta para as mulheres de todos os países pela transformação da sociedade e fim do machismo. “Nós, aqui em Minas Gerais, não fazemos diferente. Estamos juntas com mulheres do mundo inteiro na luta, principalmente, para acabar com a violência que tem matado as mulheres, seus sonhos e suas utopias”.
A primeira intervenção aconteceu em frente à Prefeitura Municipal, cobrando educação infantil pública e de qualidade para as crianças de 0 a 6 anos e tratamento digno para as professoras. De acordo as trabalhadoras da educação infantil, o prefeito Márcio Lacerda opta por não apostar na qualidade do atendimento pedagógico para as crianças, jovens e adultos estudantes da cidade. As mulheres denunciaram que, ao invés disso, ele investe o dinheiro da educação em projetos de assistência social, na aparência das unidades de ensino, em doações de uniformes, tênis e Kits escolares e em propaganda, vislumbrando as próximas eleições.
Seguindo em frente, foi feita outra ação em frente ao Palácio da Justiça, evidenciando a violência contra a mulher. As manifestantes se colocam contra a violência sexista e doméstica, a desigualdade salarial, o assédio sexual e moral no trabalho. Elas também denunciam o descaso dos governos com moradia, saúde e educação, a violência do Estado contra as mulheres pobres e negras e das grandes empresas do agronegócio contra as mulheres camponesas.
A próxima parada foi em frente ao supermercado Carrefour. As mulheres atacaram as transnacionais e o avanço do agronegócio, defendendo a reforma agrária com uma agricultura familiar e agroecológica, sem o uso de agrotóxicos. O agronegócio e seu modelo de agricultura industrial transformam o Brasil no maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009.
“O avanço do agronegócio no campo destrói nossas águas, nossas terras e rouba nossas riquezas naturais”, conta Marili Zacarias, da direção nacional do MST. Ela acredita que essa situação deve ser denunciada e só será revertida, quando o campo e a cidade estiverem unidos.
As mulheres seguiram em marcha e fizeram ainda duas paradas, a primeira em frente ao Ministério da Saúde e segunda na Igreja São José. Elas reivindicaram o controle de seus próprios corpos e o cobraram o veto da Medida Provisória 557, que prevê o cadastro obrigatório para as gestantes, violando a intimidade da mulher e ampliando o controle do Estado na gravidez.
As manifestantes exigem que o Ministério da Saúde e o governo federal, em conjunto com a sociedade civil, enfrentem o debate do aborto inseguro, que é a terceira causa de morte materna no Brasil. Elas defendem a necessidade de políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez indesejada.
“Nem os papas, nem os juízes, nem os homens engravatados vão dizer o que nós, mulheres, temos que fazer com nosso corpo”, afirma Clarisse Goulart, da Marcha Mundial das Mulheres. Ela explica que o aborto é um problema de saúde pública, mas é também uma questão de autonomia das mulheres.
Na parada em frente à igreja, as mulheres atacaram o controle ideológico feitos pelas religiões em relação à autonomia sob seus corpos. Eduarda Figueiredo, da Associação Lésbica de Minas (ALEM), afirma que as lésbicas, bem como toda a comunidade LGBT, têm sofrido com a bancada evangélica, com o apoio da igreja, que vem barrando as propostas de políticas públicas contra a homofobia. “Estamos na rua justamente para demonstrar que temos orgulho de ser assim, isso não é doença, não é pecado, não é amoral, nós só temos uma manifestação de amor diferente”.
A marcha continuou até a Praça Sete. Neste momento, o local foi interditado por mulheres que estão construindo sua autonomia. Com uma animada e colorida ciranda, elas decretaram a inauguração do novo espaço público da cidade: a Praça 08 de Março.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Mulheres ocupam a sede do Incra em Minas Gerais no Dia Internacional da Mulher
Lívia Bacelete, da Marcha Mundial das Mulheres
Cerca de 500 mulheres da Via Campesina e da Marcha Mundial das Mulheres ocuparam hoje (08) pela manhã a sede do Incra em Minas Gerais. A ocupação faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012 e dá continuidade à luta das mulheres em nível nacional, regional e local por uma sociedade justa e igualitária.
A ação tem como objetivo denunciar o capital estrangeiro na agricultura, através das empresas transnacionais, e quer chamar a atenção da sociedade para o modelo destrutivo do agronegócio para o meio ambiente. O agronegócio ameaça a soberania alimentar do país e a vida da população brasileira, afetando de forma direta a realidade das mulheres.
As mulheres cobram agilidade na Reforma Agrária, pois há seis anos nenhuma área é destinada a este fim em Minas Gerais. Atualmente, 3.700 famílias vivem em condições precárias em 50 áreas de acampamento no estado à espera da reforma agrária.
No município de Felisburgo, Vale do Jequitinhonha, cinco trabalhadores rurais Sem Terra foram assassinados há 8 anos. O fazendeiro Adriano Chafick, mandante do crime, continua em liberdade. As famílias estão ameaçadas de despejo, pois a justiça expediu mandado de reintegração de posse em dezembro de 2011. A área deveria ser desapropriada por crime de violência no campo e por crime ambiental, mas o Novo Código Florestal beneficia o fazendeiro.
Diante disso, as mulheres do campo e da cidade se manifestam contra o novo Código Florestal, que privilegia os setores ruralistas que apoiam a anistia para quem desmatou até julho de 2008. Denunciam o agronegócio e seu modelo de agricultura industrial, que transforma o Brasil no maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009.
As manifestantes também reivindicam assistência técnica e crédito para as mulheres, implementação de cirandas infantis para as crianças de 0 a 6 anos e restaurantes comunitários nas áreas de reforma agrária.
Com a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012, a Via Campesina e a Marcha Mundial das Mulheres querem combater todas as formas de opressão e violência que atingem, principalmente, as mulheres. Dados da “Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180”, mostram que das mulheres que denunciaram terem sofrido violência em 2008, 91% são da zona urbana e 4,7% da zona rural, o que evidencia as dificuldades de acesso das mulheres camponesas, inclusive para fazer a denúncia.
Cerca de 500 mulheres da Via Campesina e da Marcha Mundial das Mulheres ocuparam hoje (08) pela manhã a sede do Incra em Minas Gerais. A ocupação faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012 e dá continuidade à luta das mulheres em nível nacional, regional e local por uma sociedade justa e igualitária.
A ação tem como objetivo denunciar o capital estrangeiro na agricultura, através das empresas transnacionais, e quer chamar a atenção da sociedade para o modelo destrutivo do agronegócio para o meio ambiente. O agronegócio ameaça a soberania alimentar do país e a vida da população brasileira, afetando de forma direta a realidade das mulheres.
As mulheres cobram agilidade na Reforma Agrária, pois há seis anos nenhuma área é destinada a este fim em Minas Gerais. Atualmente, 3.700 famílias vivem em condições precárias em 50 áreas de acampamento no estado à espera da reforma agrária.
No município de Felisburgo, Vale do Jequitinhonha, cinco trabalhadores rurais Sem Terra foram assassinados há 8 anos. O fazendeiro Adriano Chafick, mandante do crime, continua em liberdade. As famílias estão ameaçadas de despejo, pois a justiça expediu mandado de reintegração de posse em dezembro de 2011. A área deveria ser desapropriada por crime de violência no campo e por crime ambiental, mas o Novo Código Florestal beneficia o fazendeiro.
Diante disso, as mulheres do campo e da cidade se manifestam contra o novo Código Florestal, que privilegia os setores ruralistas que apoiam a anistia para quem desmatou até julho de 2008. Denunciam o agronegócio e seu modelo de agricultura industrial, que transforma o Brasil no maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009.
As manifestantes também reivindicam assistência técnica e crédito para as mulheres, implementação de cirandas infantis para as crianças de 0 a 6 anos e restaurantes comunitários nas áreas de reforma agrária.
Com a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012, a Via Campesina e a Marcha Mundial das Mulheres querem combater todas as formas de opressão e violência que atingem, principalmente, as mulheres. Dados da “Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180”, mostram que das mulheres que denunciaram terem sofrido violência em 2008, 91% são da zona urbana e 4,7% da zona rural, o que evidencia as dificuldades de acesso das mulheres camponesas, inclusive para fazer a denúncia.
Assinar:
Postagens (Atom)











