terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

300 militantes negros no Shopping Higienópolis provocaram um frenesi nas faces brancas e rosadas da elite brasileira

fevereiro 12th, 2012 by mariafro - Por Francisco Antero, via Facebook

02 de maio de 1967 e 11 de fevereiro de 2012. O que há em comum entre estas duas datas? Naquele primeiro momento vivia-se nos Estados Unidos da América um turbilhão de embates sobre a condição dos negros e negras na sociedade norte-americana. E naquele momento um grupo de 29 panteras negras, militantes e guerreiros em prol de um tratamento igualitário, promovem uma entrada triunfal e convicta no Capitólio.
O Congresso americano tomou um susto quando aquele grupo, aquela pequena onda negra adentrava a “casa do povo”, estavam de armas em punho, pois até ali, as leis permitiam que qualquer norte-americano portasse armas de fogo. Não era crime algum.
Um tabu e medo que perseguem a sociedade burguesa desde sempre, qual seja, armas na mão do povo, do eleitor. Entraram e fizeram seu discurso antirracista perante deputados brancos e assustados. Pois bem, 45 anos depois, outra onda de tamanho dez vezes maior, mas com a mesma demanda adentrava de forma surpreendente um símbolo da sociedade burguesa atual, um Shopping Center.
As armas que portavam não eram de fogo, eram armas verbais, armados orgulhosamente com a cor negra. Militantes do movimento negro em São Paulo após passeata entoada por palavras de ordem pegaram de surpresa a segurança do Shopping Higienópolis, eram por volta de 16:00 da tarde quando uns 300 militantes adentraram rapidamente e provocaram um frenesi nas faces brancas e rosadas da elite privilegiada deste país.
Ultrapassada as três portas principais, objetivava-se agora chegar ao ponto central desta casa que é a antítese da casa do povo. Os seguranças tentaram impedir, havendo um início de tumulto, logo superado pela onda negra que fazia pressão para que não se parassem nos corredores. Tomamos o ponto central com nossas bandeiras, com nossas palavras, com nossa cor preta.
A disposição arquitetônica deste centro mercantilista é perfeita para este tipo de ato, pois dos vários andares poder-se-ia avistar o nosso grito de protesto de onde estávamos. As forças de segurança do Estado racista brasileiro estavam em nosso encalço, mas fizeram as intervenções de rotina. Os militantes do movimento negro se revezavam no microfone para dar o recado nunca antes ouvido pela elite branca que gastava ali o dinheiro advindo do suor do povo negro deste país.
Os olhares de perplexidade foram a tônica, incredulidade da burguesia por termos chegado até onde chegamos. Ouvir verdades nunca foi o forte desta gente. Enfatizo o fato de poder ter sido qualquer outro Shopping o alvo, mas era preciso algo a simbolizar nossa história de exclusão. Este templo do consumo carrega em seu nome a característica eugênica de nossa elite branca pensante de fins do século XIX e início do século XX.
Nossas palavras fizeram eco. Nossa intenção jamais foi reclamar participação e existência naquele ambiente de luxo. Nossa intenção era denunciar olho no olho para quem vive as custas do suor do povo negro. Encerramos a manifestação e nossa alma foi duplamente lavada pela chuva que caía sem cessar. Vivemos hoje um grande momento de Panteras Negras com esta entrada. O Povo negro deste país existe e vai exigir sua participação nas riquezas deste país, doa a quem doer.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Para Nunca mais esquecermos: Carta Denúncia da omissão de socorro em saúde aos moradores do Pinheirinho!

A secretaria de saúde do PSOL Paraná vem a público manifestar seu repúdio às ações violentas de despejo ocorridas no Pinheirinho em São José dos Campos perpetradas pelo governo Alckimin (PSDB) e mais, vem denunciar a onda de desrespeito à saúde das pessoas despejadas.
No momento da truculenta reintegração, pertences das pessoas que lá viviam foram apreendidos, ou mesmo queimadas e perdidos com as máquinas de demolição que nada deixaram inteiros, nem mesmo a integridade das pessoas! Com isso perderam-se receitas médicas, exames, medicamentos de controle da hipertensão, diabetes e até mesmo psicotrópicos. À exemplo daquilo que já acontece com a população em situação de rua da cidade de São Paulo e dos usuários de crack.
Com a atrocidade do Estado e com a violência policial no momento da reintegração muitas pessoas passaram mal, e não tiveram aporte necessário para atendimento tanto a curto quanto a médio prazos.
Resultado: pessoas que ficaram sem acesso a seus medicamentos e que desencadearam crises hipertensivas e diabetes descompensadas, e pessoas que ficaram sem seus medicamentos psicotrópicos e que entraram em surto psiquiátrico tanto pelo enorme estressor externo da reintegração, acrescido da falta do medicamento de uso contínuo.
Foi necessário o trabalho de profissionais de saúde militantes de organizações políticas de esquerda na organização de “hospital    de campanha” para cuidar das pessoas feridas, das gestantes e crianças desassistidas, das inúmeras pessoas desidratadas. No improviso de “macas” feitas com lençóis.
O abuso policial e violência do Estado já eram conhecidos por todos nas ações no Pinheirinho, porém a negligência e a omissão na saúde até então passou “despercebida” pela mídia, além de sucessivos erros no atendimento aos feridos, houve um cerco da mídia sobre o número de feridos, já que a censura do PSDB agiu "brilhantemente" na omissão da comunicação. Não deixou ninguém ter acesso a pronto socorros e IML, numa clara tática de esconder e mascarar fatos. Também não esqueceremos das inúmeras denúncias omitidas de abuso sexual por parte dos PM.
Reafirmamos a importância de denunciar os fatos ocorridos e de não deixarmos esta ação impune e no esquecimento, nós lutadores de saúde divulgaremos a todos os meios de comunicação, movimentos sociais de saúde, conselhos de saúde e sindicatos. Basta de Violência Institucional, de coerção dos direitos à moradia, saúde e dignidade humana!
Paraná, 04 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Da economia verde, @s indignad@s e os fóruns sociais

Esther Vivas

A defesa dos bens comuns, os ecosistemas e a biodiversidade é hoje um dos temas mais importantes na agenda dos movimentos sociais na América Latina e isto é precisamente o que está em jogo na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Río+20, que terá lugar em junho de 2012 no Rio de Janeiro. O Fórum Social Temático 'Crise capitalista, justiça social e ambiental', encerrado no domingo passado dia 29 em Porto Alegre (Brasil), sirviu para estabelecer as bases para a mobilização social frente a esta reunião chave.

A ofensiva do capitalismo, via economia verde, para privatizar todos os âmbitos da vida e da natureza se intensifica. E em um contexto de crise econômica como o atual, uma das estratégias do capital para recuperar a taxa de lucros se baseia na mercantilização dos ecosistemas. Dessa forma, se apresentam as novas tecnologías (nanotecnologia, agrocombustíveis, geo-engenharia, transgênicos...) como a alternativa a crise climática quando estas não fazem senão intensificar a crise social e ecológica que enfrentamos.

Tudo aponta para que a Cúpula do Rio +20 sirva para desobstruir o caminho das empresas para legitimar suas práticas de apropriação dos recursos naturais. Daí a importância da Cúpula dos Povos do Río+20, que se celebrará dias antes da cúpula oficial, organizada por um amplo espectro de movimentos sociais e que apresentará um programa e um caminho alternativo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Consumir prejudica sua saúde... e a do planeta

Esther Vivas

"A mulher, desesperada em obter as melhores ofertas na loja Wal-Mart, jogou spray de pimenta nas pessoas que esperavam, com a intenção de afastá-las da mercadoria que ela queria”. Essa poderia ser uma cena de um filme de Pedro Almodóvar, se não fizesse parte da realidade, e tal relato foi publicado no jornal Los Angeles Times, edição de 25/11/2011.

Diante disso, poderíamos sugerir que na frente de grandes centros comerciais, e mais ainda nas épocas de descontos, fossem colocados grandes painéis advertindo "consumir prejudica gravemente sua saúde”, no mais puro estilo das autoridades sanitárias, pois o consumismo irracional, supérfluo e desnecessário, promovido pelo sistema capitalista, não somente pode afetar de maneira inesperada e contundente nossa saúde via "ataque de spray pimenta”, mas, sobretudo, pode afetar a "saúde” do planeta.

domingo, 23 de outubro de 2011

Terrorismo da Prefeitura de Belo Horizonte e da Polícia Militar de Minas.


DESPEJO DA COMUNIDADE ZILAH SPOSITO SEM MANDADO JUDICIAL É DITADURA, É CRIME.
Nota da Comissão Pastoral da Terra sobre o despejo da comunidade Zilah Sposito

Ontem, dia 21/10/2011, no Conjunto Zilah Sposito, em Belo Horizonte, fiscais, gerentes e guardas municipais da Prefeitura de Belo Horizonte – PBH, juntamente com a Polícia Militar de Minas Gerais – Tropa de choque – cometeram um grande crime na capital mineira: Sem Mandado Judicial, com forte aparato bélico, usando spray de pimenta e terrorismo psicológico, destruíram 24 casas de alvenaria, barracos de lona e casas que estavam em início de construção. O pior: destruíram a vida e o sonho de 39 famílias que ficaram sem teto, ao relento, sob o frio e uma noite de chuva. Violaram covardemente direitos e dignidade humana, Havia casas construídas há vários meses.

sábado, 8 de outubro de 2011

DESPEJO NÃO - COM DANDARA EU LUTO! COMUNICADO DAS BRIGADAS POPULARES

Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 de outubro de 2011

As Brigadas Populares – BP’s - comunica a todos/as a situação que passa a Ocupação-comunidade Dandara, espaço territorial localizada no Bairro Céu Azul, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Esta comunidade surgiu no dia 09 de abril do ano de 2009 com cerca de 200 famílias e foi crescendo rapidamente até contar com cerca de 1.000 famílias na atualidade.
Desde o primeiro dia de ocupação tentamos construir uma proposta de negociação com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, dirigida pelo prefeito Márcio Lacerda e com o Governo de Minas, que hoje é conduzido pelo governador Antônio Anastasia. Realizamos inúmeras audiências, solicitações de reuniões, atos públicos, sem, contudo, conseguirmos a abertura das negociações com os governos. Intransigentes em relação aos pobres e solícitos em relação aos empresários, o prefeito de BH e o governador de Minas viraram as costas para situação, deixando a cargo do judiciário a decisão em relação ao despejo. Não tiveram a grandeza de procurar evitar o conflito e defender os direitos sociais e humanos daqueles que lutam pelo bem mais básico, a moradia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EUA: Indignados prosseguem luta em frente a Wall Street


Washington, 26 set (Prensa Latina) O movimento estadunidense de protesto social Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street) entrou hoje em seu nono dia de mobilizações em frente à Bolsa de Valores de Nova Iorque, informou o grupo em um comunicado.

Vários dos presos no último sábado foram soltos ontem domingo e regressaram às imediações da Praça da Liberdade, onde permanecem acampados desde o dia 17 de setembro.

O dia anterior foi um dia de descanso e não houve marchas, ainda que foram realizadas palestras sobre o aumento do desempregos em várias cidades dos Estados Unidos, país com 14 milhões de desempregados e uma taxa nacional de desemprego de 9,1 por cento.

domingo, 25 de setembro de 2011

Primeira Marcha "Fora Lacerda" reuniu mais de 2 mil pessoas nas ruas de BH

Até o Estado de Minas se rendeu a nossa importante manifestação.


"Os protestos são contra a reeeleição do prefeito Marcio Lacerda em 2012. Cerca de 2 mil pessoas saíram da Praça da Liberdade e foram até a Praça da Estação

Publicação: 24/09/2011 20:56 
 (Paulo Filgueiras/EM DA Press)
Cerca de 2 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram da caminhada "Fora Lacerda" neste sábado contra a reeeleição do prefeito socialista de Belo Horizonte em 2012. Os manifestantes partiram da Praça da Liberdade, passaram pela sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, onde deixaram objetos representativos do protesto, como máscaras, chicotes e correntes, e seguiram para a Praça da Estação, lavando as ruas com vassoura, água, alecrim e sal grosso.

A mobilização contra Marcio Lacerda começou com representantes da área cultural, quando a administração municipal proibiu a realização de eventos na Praça da Estação, no ano passado. Nos panfletos distribuídos durante a caminhada ontem foi enfatizado que o movimento não está ligado a nenhum partido político, segundo o antropólogo e produtor cultural Rafael Barros, de 28 anos. Foi organizado principalmente pelas redes sociais na internet, como Facebook e Twitter e também teve como alvo as parcerias público privadas na saúde e na educação e desapropriações para a Copa do Mundo."

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Greve de fome dos/as professores/as de Minas

Durante todo o dia, debaixo de sol escaldante, grevistas da educação pública estadual ficaram acorrentados no Pirulito da Praça Sete exigindo negociação já!
Veja o vídeo com a manifestação Clique aqui